Sábado, 4 de Abril de 2026

INSS: Nova Carteira de Identidade Nacional será obrigatória no INSS a partir de 2028

Notícias
15 de dezembro de 2025 às 08:56
Comunicação Anasps
5 min de leitura550 visualizações

Documento unificado com CPF como identificador moderniza acesso a benefícios e inicia fase de transição com uso de biometria

Compartilhar:
INSS: Nova Carteira de Identidade Nacional será obrigatória no INSS a partir de 2028

O Governo Federal lançou a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que unifica informações pessoais dos brasileiros em formato físico e digital, substituindo o antigo número do RG pelo CPF como identificador único. A mudança impacta diretamente o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que passa a utilizar a CIN como principal referência para concessão e manutenção de benefícios. Além do novo padrão, o documento conta com QR Code para verificação de autenticidade e pode ser emitido em papel ou cartão.

Com a transição em andamento, o INSS ainda aceita a biometria presente na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e no Título de Eleitor. Essa flexibilização, porém, é temporária e visa garantir adaptação gradual ao novo modelo. De acordo com o cronograma oficial, a exigência de biometria nos pedidos de benefícios começou em novembro de 2025, e a obrigatoriedade total da CIN está programada para 1º de janeiro de 2028.

No período de adaptação, algumas etapas serão essenciais para que segurados não tenham benefícios suspensos ou bloqueados. Até 30 de abril de 2026, benefícios como salário-maternidade, incapacidade temporária e pensão por morte ainda podem ser concedidos sem biometria. Já a partir de 1º de maio de 2026, quem não possuir biometria em nenhum documento deverá emitir a CIN para solicitar qualquer benefício.

Apesar das novas regras, o INSS esclareceu que não bloqueará automaticamente valores de quem ainda não possui a CIN. Caso seja necessária atualização cadastral, o segurado será comunicado individualmente pelos canais oficiais do órgão e receberá prazo para regularizar a documentação. A orientação é que busquem emitir a nova identidade, especialmente aqueles que pretendem solicitar aposentadoria, pensões ou auxílios após 2026, ou que precisem realizar prova de vida com frequência.

A obrigatoriedade, contudo, não se estende a todos. Permanecem excepcionados indivíduos com mais de 80 anos, pessoas com dificuldade de locomoção comprovada, moradores de áreas de difícil acesso, migrantes, refugiados, apátridas e brasileiros residentes no exterior. Para os demais cidadãos, o novo documento representa um passo importante para modernizar a identificação nacional e tornar mais ágil e segura a relação entre os segurados e o INSS.

Tags

NotíciasAnaspsServidores Públicos
Associe-se à Anasps