INSS: Fila de espera do INSS cai 74% em 2026 e atinge menor nível em quase dois anos

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23 de julho de 2026 às 09:51
Comunicação Anasps
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Dados do Ministério da Previdência Social apontam que 1,6 milhão de pedidos aguardavam análise até 14 de julho

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INSS: Fila de espera do INSS cai 74% em 2026 e atinge menor nível em quase dois anos

A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentou redução de 74% em 2026 e atingiu o menor nível dos últimos 21 meses. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social, até o dia 14 de julho havia cerca de 1,6 milhão de requerimentos em análise.

Desse total, aproximadamente 486 mil pedidos ultrapassaram o prazo legal de 45 dias para resposta. Outros 745 mil processos permanecem dentro do período previsto para análise. Além disso, cerca de 450 mil solicitações dependem do cumprimento de exigências por parte dos segurados, como apresentação de documentos complementares, laudos médicos ou comprovação de vínculos trabalhistas.

A redução da fila ocorre após mudanças na gestão do órgão. Em abril, Ana Cristina Viana Silveira assumiu a presidência do INSS, substituindo Gilberto Waller. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu como meta eliminar, até setembro, o estoque de processos que aguardam análise há mais de 45 dias — compromisso anunciado desde o início de seu mandato, em 2023.

Segundo o Ministério da Previdência Social, o conceito de "zerar a fila" refere-se exclusivamente aos requerimentos que excedem o prazo legal. O desafio é permanente, já que o INSS recebe, em média, 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios todos os meses.

O governo atribui a melhora nos indicadores ao aumento da capacidade operacional da autarquia. Entre janeiro e maio de 2026, o número de processos analisados cresceu 34,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, a média mensal de benefícios concedidos aumentou 12,4%, passando de 608,6 mil em 2025 para 683,8 mil concessões em 2026. Nos meses de abril e maio, esse ritmo foi ainda maior, com média de 755,5 mil benefícios liberados por mês.

O melhor desempenho foi registrado em março de 2026, quando o INSS analisou 1,626 milhão de processos e concedeu cerca de 890 mil benefícios em um único mês. No acumulado entre janeiro e maio, a taxa média de concessão chegou a 50,6%.

Antes de assumir a presidência do INSS, Ana Cristina Viana Silveira comandou por quase três anos o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Segundo o governo, durante sua gestão o órgão dobrou a capacidade de julgamento de recursos administrativos, resultado que motivou sua escolha para liderar o instituto com a missão de reduzir definitivamente a fila de espera.

A substituição no comando da autarquia foi defendida pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. De acordo com informações divulgadas pelo governo, o presidente Lula reconheceu a atuação de Gilberto Waller na reorganização do INSS após o escândalo envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões, mas avaliou que a redução das filas exigia um perfil mais ligado à área previdenciária.

O Instituto Nacional do Seguro Social é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social e responsável pela concessão, manutenção e pagamento dos benefícios previdenciários destinados aos trabalhadores e segurados brasileiros.

 

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