Federação alega que, sem a modalidade, os beneficiários da Previdência precisam recorrer a linhas mais caras

A (Febraban) Federação Brasileira de Bancos volta a incitar o Conselho Nacional da Previdência e Assistente Social (CNPS), reconsiderando a política de teto de juros para empréstimos consignado para aposentados e pensionistas.
Para a entidade, os limites em níveis considerados "não economicamente viáveis" acabam prejudicando principalmente as pessoas de baixa renda.
A instituição explica que, sem essa modalidade, os beneficiários da Previdência acabam precisando recorrer a empréstimos mais caros. Segundo a Federação, cerca de 48% dos aposentados que fizeram empréstimo consignado estavam com o nome negativado, o que limita suas opções de crédito. Ela também destaca que, embora a intenção fosse ajudar os aposentados, as reduções artificiais tiveram um efeito totalmente contrário para esse público mais vulnerável, que precisa de crédito em condições mais acessíveis.
Na semana passada, um estudo do Banco Central mostrou que o limite estabelecido para as taxas de juros acaba tendo um efeito que prejudica principalmente quem tem menos renda. Isso porque, na prática, reduz a quantidade de crédito disponível para os grupos mais vulneráveis, que geralmente são pessoas de baixa renda.
De acordo com a Febraban, a pesquisa revela que essa medida acaba restringindo bastante o acesso ao crédito para quem mais precisa. Por isso, eles acreditam que o CNPS deveria revisar essa regra e mudar a forma como calcula o limite das taxas de juros nos empréstimos consignados para aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS.
